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Phenomenology 2005

Volume 2, Issue Part 1, 2007

Selected Essays from Latin America Part 1

Jose Carlos Michelazzo
Pages 319-344
DOI: 10.7761/9789738863309_12

Dupla transcendência e historicidade
a divida de Heidegger para com Mestre Eckhart

We know the Heidegger’s relations with Master Eckhart don’t reduce only to sporadic employments of words or expressions that he does of medieval mystic, but on the contrary, serve as inspiration for his audacious notion of man’s essence that is interpreted from its common-pertinence (Zusammengehorigkeit) with Being and oriented by a circular movement of double transcendence. In the midst of this various circles, so present in the philosopher’s thought, there is the circle of historicity, central aim of our paper, which affi rms that existence originates from abyss of future (first transcendence). From that abyss germinates the last human possible gesture, his death. In order to the man to be able to apprehend this final gesture in your authentically historical (geschichtlich) character, he needs the courage to take over the weight of his finitude and then to reach a free existence guided by a “futural-vigorous past” [zukunftig-Gewesenheit] (second transcendence). Sabemos que as ligações de Heidegger com Mestre Eckhart não se limitam apenas aos usos esporádicos de termos ou expressões que ele faz do místico medieval, mas, ao contrário, servem de inspiração para a sua ousada concepção da essência do homem, interpretada a partir de sua co-pertinência (Zusammengehörigkeit) com o ser e orientada pelo movimento circular de uma dupla transcendência. Dentre esses vários círculos, presentes no pensamento do filósofo, está o da historicidade, foco central deste trabalho, no horizonte do qual a existência tem a sua origem no abismo do porvir (primeira transcendência), de cujo interior germina o último gesto humano possível, o seu morrer. Para que o homem apreenda esse seu derradeiro gesto em seu caráter autenticamente historial (geschichtlich), ele precisa ter a coragem de apropriar-se do peso de sua finitude a fim que ele possa alcançar a liberdade de existir, guiado por um “futural-vigor de ter sido” [zukunftig-Gewesenheit] (segunda transcendência).